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Os machistas que me desculpem, mas lugar de mulher é na política.

             Já faz um tempo que o “segundo sexo” vem ocupando um espaço que até então era apenas ocupado pelo sexo masculino, às mulheres desde início do século XX vem quebrando tabus alicerçados pelo machismo e ocupados lugares que é seu por natureza, mas que infelizmente a imagem religiosa de um “sexo frágil” colocou a mulher em situação de submissão no decorrer da história da humanidade.
             A mulher na antiguidade era vista como “sexo frágil” dentro do judaísmo cristão, na Grécia em Atenas não tinha direito a voto por não ser considerada uma cidadã, em Esparta servia apenas para dá filhos saudáveis para o exercito espartano, o filosofo Aristóteles chegou a falar que a mulher era “um ser com certa carência de qualidades,por ter um caráter com deficiências naturais”, o próprio Sócrates foi perseguido por ter dito que tinha aprendido com uma mulher. Na idade média período marcado pela religiosidade e intolerância religiosa, a mulher sofreu repressão, deixando de exercer a sua sexualidade, a sua condição feminina, transformando a figura feminina em “imperfeição” por padres celibatários, o próprio padre dominicano e Filosofo São Tomaz de Aquino chegou a afirmar que a mulher era um “homem imperfeito”, julgando que seria impossível sair algo de perfeito das mãos de uma mulher.
             No final do século XIX e início do século XX surge o movimento feminista, movimento político e social, que surge com finalidade de debater a condição feminina, lutar por igualdade de gênero e tirar a mulher da opressão machista. No início dos anos 1940 surge uma figura de fundamental importância para o movimento feminista, Simone de Beauvoir, filosofa e companheira de Jean Paul Sartre, tornou-se uma das principais teóricas do movimento no mundo, com a máxima “não se nasce mulher: torna-se” seguidora das teorias existencialista de Sartre, onde filosofo afirmava que a “existência precede a essência”, para Simone de Beauvoir ser mulher não significa apenas pertencer ao “segundo sexo”, mas reconhecer a condição feminina, ou seja, encontrar o “ser” da mulher, a sua essência. As mulheres conquistaram o voto feminino, no Brasil apenas em 1932 durante a era Vargas, quebram o tabu da virgindade, passaram a usar minissaias, pílulas anticoncepcional, direito de escolherem seus próprios maridos, isso quando desejavam casar-se.
                  Hoje as mulheres mandam, querem paridade e o fim da violência contra o gênero, à mulher não aceita mais aquela velha condição de Amélia, hoje elas debatem a desconstrução da mesma, cada vez mais mostram que lugar de mulher realmente é na política, hoje vemos no cenário político internacional mulheres que comandam e defendem políticas para o seguimento, mostrando que a mulher de frágil não tem é nada, na Europa a chanceler da Alemanha Angela Merkel, nos EUA a secretaria de governo Hillary Clinton, na América latina a primeira mulher presidente do Brasil Dilma Rousseff, exemplos que nos mostram que mulher pode e deve sim, exercer cargos executivos como chefe de estado.

Washington Nunes
Professor, Secretario de Formação do PT Camaçari 
Especialista em Filosofia Contemporânea pela  Faculdade São Bento da Bahia 
Graduado em História pela Unijorge