Secretário diz que governador nenhum fez pela Bahia tanto quanto Wagner
Na posição de pré-candidato do PT ao governo da Bahia em 2014, sendo nos bastidores apontado como o preferido do governador Jaques Wagner (PT), pelos anos de amizade e confiança, o secretário da Casa Civil, Rui Costa (PT), embora não assuma a postulação, sinaliza que já entrou no jogo ao encampar as principais obras e projetos da gestão estadual, como as ações estruturantes e preventivas contra a seca.
Em entrevista concedida antes do acordo fechado entre o governador e o prefeito ACM Neto (DEM), referente à transferência do metrô, ele destaca o esforço feito pelo governo do estado, que cedeu a todas as condições colocadas pela prefeitura e “está disposto a assumir todos os sacrifícios”.
O petista ressalta também os investimentos dos governos estadual e federal para a mobilidade urbana, incluindo R$1 bilhão anunciado pela presidente Dilma Rousseff (PT), um projeto para a orla marítima de Salvador.
Tribuna da Bahia - Como avaliou o impasse sobre o metrô?
Tribuna - De que forma isso se dará?
Tribuna – Ao assumir a linha 1 do metrô, o estado assume também todos os problemas? Como isso se dá?
Em entrevista concedida antes do acordo fechado entre o governador e o prefeito ACM Neto (DEM), referente à transferência do metrô, ele destaca o esforço feito pelo governo do estado, que cedeu a todas as condições colocadas pela prefeitura e “está disposto a assumir todos os sacrifícios”.
O petista ressalta também os investimentos dos governos estadual e federal para a mobilidade urbana, incluindo R$1 bilhão anunciado pela presidente Dilma Rousseff (PT), um projeto para a orla marítima de Salvador.
Tribuna da Bahia - Como avaliou o impasse sobre o metrô?
Rui Costa - Eu sou sempre otimista, sempre acreditei no entendimento, em especial pela importância do metrô para Salvador, nenhuma cidade no mundo de três milhões de habitantes dá conforto e mobilidade à população se não tiver o metrô. Não conheço cidade que se pretenda ser acolhedora, que trate a população com carinho sem ter um transporte de massa moderno, rápido, que deixe as pessoas em seus locais de destino no tempo certo, com precisão. E esse transporte definitivamente não é o ônibus, mas sim o metrô. Infelizmente, a experiência de construção do metrô em Salvador foi desastrosa, mas nem por isso nós temos que repetir os erros do passado, muito pelo contrário, temos que aprender com eles. Para isso estamos estruturando uma proposta de metrô, que a construção não será como obra pública, mas como modelagem parceria público-privada, onde vamos fazer uma licitação e quem ganhar vai administrar por vinte e cinco anos, portanto constrói e se responsabiliza por aquilo que constrói. A vantagem, além do preço, é de que quem construir vai fazer bem feito, porque são corresponsáveis não apenas legalmente. Tendo como exemplo a Arena Fonte Nova, quem constrói tem que construir bem feito. A eles (consórcio) serão debitados os custos de eventuais problemas da construção. Todos os problemas que aparecerem por má construção serão de responsabilidade daquele que também vai administrar. O consórcio se responsabiliza por aquilo que constrói e assim será também com o metrô. O metrô mais ainda porque é um equipamento móvel e, portanto, a modelagem que entendemos ser a mais adequada é da PPP.
Tribuna - De que forma isso se dará?
Costa - Nessa modelagem nós precisamos ter na fórmula o preço do sistema alimentador. O Estado para resolver esse problema fez uma proposta, onde o sistema alimentador seria ofertado para a cidade gratuitamente, já embutido no preço da passagem do metrô, ou seja, da estação do metrô até o local de destino da pessoa, bastaria pagar a passagem do metrô. A prefeitura entendia diferente. Entendia que teria que fazer antes a integração total e ao discutir isso se discute o rateio da tarifa. O Estado ofereceu para dois trechos de ônibus R$1,90 e a prefeitura pediu R$2,80. O Estado entende que a R$ 2,80 nós (com o metrô indo para 2,10) iríamos para uma passagem de R$4,90. Dessa forma inviabiliza o metrô e não teria nenhum estímulo. Precisamos garantir a demanda do metrô, e para isso deve haver um preço acessível para a população. Essa era a grande diferença de opinião entre prefeitura e estado, e por isso fizemos um esforço para tentar chegar a um entendimento para que se viabilize a operação do metrô e, como a prefeitura quer, se mantenha o sistema de ônibus.
Tribuna – Ao assumir a linha 1 do metrô, o estado assume também todos os problemas? Como isso se dá?
Costa - O governo do Estado está disposto e determinado a construir o metrô, assumindo todos os sacrifícios. O metrô é uma obra que já dura 12 anos, inclusa, com suspeição de irregularidades pelo Tribunal de Contas, com problemas financeiros. Tem toda a demanda judicial envolvendo a obra. O Estado está querendo pegar essa obra com essas condições, o que seria suficiente para resolver. Mas aí o município diz: - Passamos desde que se assuma os trens do Subúrbio. Nós então pegamos os trens do Subúrbio. Isso significa assumir um passivo de R$36 milhões por ano. Aí eles dizem: - Além do trem, quero que você assuma a CTS. Aceitamos também a CTS, com as dívidas com construtores da obra, na Justiça. Pois bem, superadas essas questões, vem à questão da alimentação. O Estado diz que quer fazer a alimentação da estação até o local de moradia de forma gratuita e o município diz que só aceita se for integrado. Nós dissemos então que estava tudo bem, que faríamos integrado. Agora a planilha de custos aponta de que a remuneração é de R$1,90 para os dois trechos, aí o município diz que só aceita sendo R$2,80. Com esse preço não é possível fazer. Fica a pergunta: - A população aceita pagar R$4,90 para ir e R$4,90 para voltar. A reposta eu acho que é não. A população não vai aceitar isso, portanto não tem sentido ter um metrô que a população não vá usar. As










