Bom de Bola, Melhor na Escola chega ao fim superando expectativas
Depois de quatro meses de disputas, equilíbrio entre os treinos e as atividades escolares e muitas expectativas de chegar até à final eis que termina o torneio Bom de Bola, Melhor na Escola, realizado pela Prefeitura de Itabuna por meio da Secretaria de Esportes e Recreação. O projeto, que começou em junho, tinha incialmente a meta de envolver 200 participantes, contudo ultrapassou as fronteiras do município ao cadastrar equipes de outras cidades e chegou a 1.500 participantes, com idade entre cinco e 17 anos, divididos em 150 equipes.
A última rodada de finais foi realizada neste sábado na Vila Olímpica e foi marcada por alegria, diversão e emoção. Foram premiadas as equipes campeãs das categorias Sub-13, Sub-11, Sub-9, Sub-7 e Sub-5, bem como os melhores atletas da competição que tem o propósito de por meio do esporte incentivar o estudante a ter bom rendimento na escola e manter as crianças e adolescentes longe das drogas.

O prefeito Claudevane Leite, idealizador do projeto nos anos 80, lembrou que há mais de uma década ele não acontecia. "Trouxemos de volta logo no primeiro ano de administração, pois é um projeto importante que, além do esporte, tem função social. Há socialização, prevenção contra as drogas e oportunidade de lazer. Os participantes doaram mais de uma tonelada de alimentos, aprenderam a necessidade de ajudar ao próximo e assistiram a palestras preventivas", afirmou. Vane adiantou que no próximo ano vai criar o torneio Jogos da Cidade, que envolverá todas as modalidades esportivas.
A mesma avaliação fez o secretário de Exportes e Recreação, Evans Maxwel da Silva. "O saldo é muito positivo, até ultrapassou nossas expectativas. Nosso objetivo foi alcançado, temos o retorno das escolas, por meio dos professores que verificaram a melhora nas notas dos alunos participantes do projeto e no seu comportamento" comentou.
A professora Rosi Guerra é diretora na Escola Félix Mendonça cuja equipe ficou em segundo lugar na categoria Sub-13. Ela explicou que os educadores ensinam aos alunos que no esporte não há derrota, pois, na verdade é uma forma de agregar valores. "Aqui não tem perdedor ou vencedor, tem alunos que aprendem com seus erros. A cada passo dado, eles aprendem mais" afirmou a professora.
O estudante Marcos Oliveira de 12 anos foi escolhido como melhor goleiro da categoria Sub-13 e chorou de emoção após defender um pênalti e ajudar a equipe América Junior a vencer na categoria. "Treinei muito e consegui, foi uma grande emoção" afirmou ainda com lágrimas nos olhos. Na arquibancada também não faltou emoção, muitos pais choravam junto com os filhos que estavam tristes por terem ficado em 2º lugar enquanto outros gritavam e pulavam comemorando a vitória.
O morador do bairro São Caetano Ailton Santos Silva é pai de um dos atletas e torcia incentivando o filho. "Eu jogo bola há muito tempo e ele sempre me acompanhava, agora é a minha vez de acompanhá-lo." Ailton explicou que, apesar do futsal, a prioridade do menino é a educação. "Com um bom desenvolvimento na escola ele se destaca também no esporte, que ajuda até mesmo a formar o caráter dele" complementou.
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