César Tibério Homenageia o poeta Olliver Brasil
Em homenagem ao aniversário deste grande filho do nordeste, olliver brasil ou olliver sertão ou olliver nordeste!: poesia de césartibério.
Receita de poeta
Pra se fazer um poeta
É preciso muita gente,
Um disfarce de ser forte,
Uma brisa quase quente,
Um pouco de falta de sorte
E um sorriso bem discrente...
Pra se fazer um poeta
Carece de muitas casas,
De muitas portas e camas,
Saudade de qualquer coisa,
Das coisas que a gente ama,
De um pouco de tristeza
E também de solidão,
Não carece de beleza
Só um pouco de perdão,
Muita candura e cantigas,
Muitas das coisas antigas,
Que hoje se vê mais não.
Pra fazer um poeta
É preciso desenhar
Muitos tantos do sertão:
O sol vermelho de lá
E o luar de imensidão
Os olhos de uma cabocla
E sua pele macia
Recoberta e sedosa,
“pelugem de cana nova”
Que ao toque se arrepia.
Ponha uma zanga daquela
Contra o “matuticidio” sertanejo
Uma rosa bem amarela
Para ele se apaixonar
E uma vida de traquejo...
Pro cabra se revoltar.
Não precisa de dinheiro
Nem qualquer outro tesouro
Por derradeiro coloque
Uns tons grisalhos no couro.
Sem contar com o embaraço
De uma leve dama vadia
Que um dia chegue a seus braços
E no outro desvaneça
Mas que deixe em sua cabeça
Lembranças daquele dia.
E taí o poeta! — com olliver brasil.
Receita de poeta
Pra se fazer um poeta
É preciso muita gente,
Um disfarce de ser forte,
Uma brisa quase quente,
Um pouco de falta de sorte
E um sorriso bem discrente...
Pra se fazer um poeta
Carece de muitas casas,
De muitas portas e camas,
Saudade de qualquer coisa,
Das coisas que a gente ama,
De um pouco de tristeza
E também de solidão,
Não carece de beleza
Só um pouco de perdão,
Muita candura e cantigas,
Muitas das coisas antigas,
Que hoje se vê mais não.
Pra fazer um poeta
É preciso desenhar
Muitos tantos do sertão:
O sol vermelho de lá
E o luar de imensidão
Os olhos de uma cabocla
E sua pele macia
Recoberta e sedosa,
“pelugem de cana nova”
Que ao toque se arrepia.
Ponha uma zanga daquela
Contra o “matuticidio” sertanejo
Uma rosa bem amarela
Para ele se apaixonar
E uma vida de traquejo...
Pro cabra se revoltar.
Não precisa de dinheiro
Nem qualquer outro tesouro
Por derradeiro coloque
Uns tons grisalhos no couro.
Sem contar com o embaraço
De uma leve dama vadia
Que um dia chegue a seus braços
E no outro desvaneça
Mas que deixe em sua cabeça
Lembranças daquele dia.
E taí o poeta! — com olliver brasil.










