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Lula promete surpreender em 2018 quem acha que o PT acabou

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O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no 3º Conferência Nacional da Juventude do PT, na sexta-feira, dia 20/11, em Brasília, convocou os cerca de 600 delegados ao evento: “Andam dizendo que o PT acabou. Vamos fazer uma pequena surpresa para eles”.
Via Brasil 247 em 20/11/2015
Em discurso durante o 3º Congresso da Juventude do PT em Brasília, o ex-presidente Lula criticou a oposição, que “não soube perder” e criou uma “encalacrada após as eleições”. Segundo ele, agora é preciso defender a presidente Dilma Rousseff e tirá-la dessa situação.
“Temos que ajudar a companheira Dilma a sair da encalacrada que a oposição nos colocou depois das eleições”, disse Lula. “Eles não souberam perder”, acrescentou. O petista voltou a dizer que a militância “não pode permitir que ladrão fique chamando petista de ladrão”, numa crítica às delações premiadas da Operação Lava-Jato.
Lula ironizou as doações partidárias feitas ao PSDB também por empreiteiras investigadas pela Polícia Federal, mas que não são alvo de denúncias de irregularidades. “Eu quero saber se o dinheiro do PSDB foi buscado numa sacristia”, disse.
O cacique petista disse ainda que o partido pode fazer uma “surpresa” para aqueles que acham que o PT já acabou. “Andam dizendo que o PT acabou. Vamos fazer uma pequena surpresa para eles”, convidou. Ao falar sobre a próxima eleição presidencial, em 2018, o ex-presidente ressaltou que é “importante lembrar que não tem 2018 se não tiver 2016. Temos que construir 2016”.
Diante das palavras de ordem que ouviu dos jovens, como “Fora, Cunha” e “Fora, Levy”, Lula pediu: “Quero mais do que palavras de ordem. Quero saber qual proposta da nossa juventude para a educação. Me digam o que não sei”. Como de costuma, ele convidou os jovens a acreditarem e a entrarem na política. “Eu sonho com o dia em que vocês vão falar que vão assumir a construção desse partido e desse país”, provocou.
Abaixo, reportagem da Reuters sobre o evento.
NÃO HÁ COMO PENSAR EM 2018 SEM RESOLVER CRISE POLÍTICA E ECONÔMICA, DIZ LULA
Lisandra Paraguassu, via Reuters em 20/11/2015
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva usou seu discurso na abertura da 3ª Conferência da Juventude do PT, na manhã desta sexta-feira, para alertar o partido que não há como pensar em 2018, ano eleitoral, sem resolver a crise política e econômica atual e ajudar a presidente Dilma Rousseff, mas pôs a culpa dos problemas na oposição.
“Antes de a gente pensar em 2018 nós temos que ajudar a companheira Dilma a sair da encalacrada que a oposição colocou a gente depois das eleições”, afirmou, para uma plateia que o recebeu com gritos de “Lula de novo com a força do povo”.
“O que precisamos ter consciência é que a primeira tarefa é ajudar a companheira Dilma. Deus queira que seja aprovado tudo o que ela quer até o final do ano para que gente possa virar a página do ajuste e colocar a página do crescimento no lugar, para que a gente possa fazer esse país voltar a crescer”.
Crítico dos métodos ortodoxos do ministro da Fazenda, Joaquim Levy, Lula diz constantemente e interlocutores que é preciso ir além do ajuste fiscal. No entanto, nas últimas semanas tem moderado as cobranças a pedido da própria presidente e do ministro da Casa Civil, Jaques Wagner, de acordo com auxiliares palacianos ouvidos pela Reuters.
A avaliação feita por Wagner a Lula antes do encontro do Diretório Nacional, há duas semanas, é que o vazamento de conversas do presidente minava o poder do ministro, responsável por negociar o ajuste fiscal.
Já na reunião do diretório Lula sai em defesa das medidas fiscais duras aplicadas por Dilma e Levy. Esta manhã, voltou à carga. “Se nós estamos passando por um momento delicado, é hora de nos juntarmos e ajudar a Dilma a vencer todos os obstáculos”, disse.
Antes do ex-presidente chegar ao Congresso, no entanto, os jovens reunidos não deixaram de lado os gritos de “Fora Levy” e “Fora Cunha”, referindo-se ao presidente da Câmara, Eduardo Cunha.
Lula ironizou os pedidos. “‘Fora Levy’ ou ‘Fora PMDB’ é muito pouco, me desculpem, é muito pouco. Eu quero saber quais as propostas da nossa juventude para educação, para o país, o que esse congresso vai propor para geração de emprego”, disse. “Essas palavras de ordem até eu com 70 anos falo, eu sei. Eu quero que vocês me digam o que eu não sei”.
Logo que o presidente chegou ao local do Congresso, um clube em Brasília, foi recebido com gritos de “Lula de novo”, mas também com cobranças para que o partido rompa com o PMDB. “Lula eu quero ver você romper com o PMDB”.
Mais uma vez, o ex-presidente defendeu a relação do governo com o partido. Ao cobrar que o PT precisa ter candidatos em todos os lugares nas eleições municipais de 2016, “com chances de ganhar”, afirmou que se não for possível é necessário sim fazer alianças. “O ideal seria se pudesse disputar e ganhar a presidência, 27 governadores, 81 senadores e 513 deputados com um partido só. Seria maravilhoso”, disse.
“Quando a gente ganha precisa construir a governabilidade. Seria maravilhoso se a Dilma sozinha pudesse votar tudo, mas entre a política e o sonho, entre o meu desejo ideológico e partidário e o mundo real da política tem uma distância enorme, e a gente tem que governar”.
Lula voltou a cobrar dos militantes que defendam o partido, afirmou que o PT pode fazer “uma surpresa” em 2016 aos que acham que partido está derrotado e chegou a defender o ex-tesoureiro petista, João Vaccari, preso por suspeita de corrupção na Petrobras pela operação Lava-Jato, dizendo que “tem que se parar de dizer que só o dinheiro do PT veio de empresas. “Quero saber se o dinheiro do PSDB foi buscado numa sacristia”, disse.

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